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Às
vésperas da Segunda Guerra Mundial, o Exército empreendeu
a retomada da mecanização, iniciada em 1921 com a instalação
da Companhia de Carros de Assalto, na Vila Militar.
A criação da Subunidade Escola
Mecanizada, em 25 de maio de 1938, deu início a uma nova mentalidade
em nosso Exército e possibilitou a formação de um
núcleo básico que se transformaria em Centro de Instrução.
Inicialmente, havia apenas o Esquadrão
de Autometralhadoras, dotado de carros Fiat-Ansaldo, fabricados em 1932
e adquiridos na Itália. Mais tarde, foi incorporada uma Seção
de Carros de Combate com material Renault.
O Centro de Instrução foi
criado em 21 de janeiro de 1939, marcando de idealismo e abnegação
esta nova fase que foi até 1942. O quartel era uma instalação
inacabada, tudo era precário. O rancho era preparado em uma cozinha
de campanha, queimando lenha em um canto do pátio. Nas pausas do
duro trabalho de aprendizado de conduta e manutenção dos
Fiat-Ansaldo, eram realizados passeios de motocicletas Harley pelos caminhos
do Campo de Gericinó. Esse foi o cadinho onde começou a
se formar a mentalidade de manutenção do Exército
Brasileiro.
Em junho de 1942, o Centro transformou-se
em Escola de Motomecanização, recebendo as missões
de ensino e emprego tático de material automóvel, sob nítida
influência da doutrina americana de emprego de blindados.
Ainda nos anos 40, merece destaque a contribuição
da Escola à Força Expedicionária Brasileira, direcionando
o seu ensino para a formação, em curto prazo, de profissionais
aptos ao emprego dos carros de combate. Foi o tempo dos carros Scout Car,
Sherman e do Grant.
Em 1960, com a criação do
Quadro de Material Bélico, a Escola passou a ter a sua denominação
atual, ao mesmo tempo em que solidificou a sua posição de
liderança na sua nobre missão de instruir, com dedicação
e competência, oficiais e praças responsáveis por
manter em plenas condições de uso o material bélico
pertencente ao exército Brasileiro. |